quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Após pressão de defensores dos animais, exército estado-unidense suspende testes em macacos


O exército concordou em pôr fim aos testes que injetavam altas doses de bloqueadores do sistema nervoso em macacos – estratégia utilizada para simular um ataque com gás dos nervos – após pressão de grupos dos direitos animais e de um membro do Congresso, afirmou o jornal “Washington Post”. 

A prática, a qual era comumente realizada no Condado de Hartford em Aberdeen, EUA, é utilizada para treinar a equipe médica do exército a responder a um ataque químico  inimigo, afirmou o “Washington Post”. 
O relações-públicas do exército Michael Elliot confirmou na quinta-feira passada que os testes realizados em Aberdeen cessarão por enquanto. Roscoe G. Bartlett, o qual pressionou pelo fim dos testes em nervos, disse numa entrevista pelo telefone, que ele encontrou dois generais que indicaram que os testes cessariam até o fim do ano.
O exército trocará o teste em animais por atores treinados, programas de computadores e manequins de alta tecnologia que simulam pacientes.
Em agosto, o Comitê Médico para uma Medicina Responsável requereu por abaixo-assinado ao Departamento de Defesa a parar os testes com physostigmina em macacos, afirmando que eles eram desumanos, além de não funcionarem como uma boa ferramenta de treino.
“Usando macacos africanos para tentar simular os efeitos da exposição do gás dos nervos em humanos, não é preciso”, disse John J. Pippin, médico ligado ao Comitê Médico para uma Medicina Responsável. “A fisiologia não é a mesma. Muitos dos primeiros sinais encontrados em humanos, como o suor e a dilatação das pupilas, não podem ser avaliados. Além disso, os participantes do curso não fazem nada além de segurar uma bomba de respiração para ajudar o macaco a respirar.”
Outros grupos de defesa animal, como a PETA e a “Humane Society International”, protestaram contra a prática.
“Eu tenho grande respeito pelo exército estado-unidense”, disse o ator Woody Harrelson, que apoiou o fim da prática. “É gratificante perceber que o fim desta prática está em curso”.

Créditos
Foto: Reprodução/Washington Post
Texto: Camila Arvoredo (da Redação da Anda)

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